Conhece a raça

Spitz Alemão

Raça Spitz Alemão

Pequeno no tamanho, grande na presença: o Spitz Alemão combina charme, atenção e coragem.

Com visual marcante e energia viva, é um companheiro ideal para quem procura interação diária e personalidade forte.

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Energia Média

Nível de energia

3/5

Manutenção Alta

Higiene

4/5

Pequeno a médio

Tamanho

Alerta, confiante, leal e expressivo

Temperamento

12-15 anos

Esperança de vida

Treinabilidade Fácil

Treino

4/5

Vocalidade Alta

Latido

4/5

Porque as pessoas adoram Spitz Alemão

Porque as pessoas adoram o Spitz Alemão

A primeira razão vê-se à distância: a pelagem volumosa, a juba e a cauda em pluma dão-lhe um aspeto de peluche que poucas raças igualam, e a expressão viva da cabeça de raposa completa o efeito. A segunda descobre-se em casa. O padrão da FCI descreve-o como extraordinariamente ligado ao dono, e na prática é um cão que acompanha a família de divisão em divisão e quer participar no que se está a fazer. Aprende depressa, gosta de agradar e responde bem a treino com motivação, o que o torna fácil de viver para quem tem pouca experiência. É também um alarme natural: avisa de tudo o que se passa à porta, qualidade útil numa casa isolada e que exige gestão num prédio. Por fim, a ausência de instinto de caça, também registada no padrão, facilita a convivência com outros animais, e a raça é longeva, o que significa muitos anos de companhia.

Aparência

Aparência do Spitz Alemão

O padrão da FCI (n.º 97, versão de 2024) pede um cão quadrado, com a altura ao garrote igual ao comprimento do corpo. A cabeça, vista de cima, é mais larga atrás e afila em cunha até à trufa; os olhos são médios, amendoados e escuros, e as orelhas pequenas, triangulares, próximas e sempre eretas. A cauda, de inserção alta, enrola-se para a frente sobre o dorso e fica coberta de pelo muito farto. A pelagem é dupla: uma capa exterior comprida, direita e afastada do corpo, sustentada por um subpelo curto e denso como algodão, com juba no pescoço e ombros e calças fartas nos posteriores. O padrão diz expressamente que o pelo não deve parecer modelado. Os tamanhos definem-se pela altura: Wolfsspitz 49 ± 6 cm, Grande 45 ± 5 cm, Médio 35 ± 5 cm, Pequeno 27 ± 3 cm e Anão 21 ± 3 cm, com peso proporcional. As cores variam por variedade: o Wolfsspitz é sempre cinzento-lobo; o Grande é branco, preto ou castanho; o Médio, o Pequeno e o Anão admitem ainda laranja, cinzento, creme, sable, preto e fogo e particolor. O merle não consta da lista, e qualquer cor fora dela é falta desqualificante.

Higiene e Tratamento

Cuidados e Grooming do Spitz Alemão

O clube britânico da raça recomenda uma escovagem rápida a cada dois dias e uma completa uma vez por semana, até à pele, porque os nós formam-se no subpelo, atrás das orelhas, nas axilas e nas calças, sem se verem por fora. Duas vezes por ano o cão muda o subpelo durante duas a três semanas, e nesse período a escovagem passa a ser diária. Os banhos devem ser raros: a lama seca sai com a escova. A regra mais importante é não rapar o Spitz. O pelo duplo isola do calor e do frio, e o mesmo clube avisa que rapá-lo pode deixá-lo com mais calor, não menos. Aparar as patas e a zona anal é suficiente. Unhas, ouvidos e, sobretudo, dentes fazem parte da rotina semanal.

Temperamento e Características

Temperamento do Spitz Alemão

O padrão da FCI resume o carácter em poucas palavras: sempre atento, vivo e extraordinariamente ligado ao dono, nem tímido nem agressivo. Um Spitz agressivo ou excessivamente medroso é, aliás, desclassificado. Na variedade anã, o padrão acrescenta um carácter sociável e alegre, que o torna um cão de vigia adequado a casa e apartamento. A desconfiança natural perante estranhos é o traço que o fez guarda de quintas durante séculos, e hoje traduz-se num cão reservado com visitas até as conhecer e muito presente com a família. O que mais surpreende quem chega à raça é a voz. O clube britânico nota que a primeira reação do Spitz a qualquer coisa nova ou invulgar é ladrar; o hábito reduz-se com treino, mas não desaparece, e é preciso pesá-lo quando há vizinhos de parede. Com outros cães e com gatos convive bem quando é socializado desde cedo, favorecido pela ausência de instinto de caça. Com crianças, a questão é sobretudo física: um Anão de dois ou três quilos magoa-se com facilidade se o deixarem cair ou o tratarem como um brinquedo, e as crianças devem aprender a respeitá-lo e a não lhe pegar sem supervisão.

Exercício

Necessidades de Exercício do Spitz Alemão

Não é uma raça de exigência atlética, mas também não é um cão de colo que se contenta com o jardim. O clube britânico descreve-o como um cão que não precisa de exercício excessivo e que aprecia passeios longos, e o PetMD aponta uma a duas horas de atividade por dia, repartidas em várias saídas. A proporção varia com o tamanho: um Médio ou um Grande acompanha caminhadas de várias horas, enquanto um Anão fica satisfeito com passeios mais curtos e brincadeira em casa. Mais importante do que os quilómetros é a ocupação mental. É um cão inteligente e desperto, e o tédio aparece sob a forma de latidos e comportamentos repetitivos; jogos de procura, aprendizagem de truques e pequenas sessões de treino gastam tanta energia como uma volta ao quarteirão. Em Portugal há duas ressalvas. A primeira é o calor: com o pelo que tem, sofre nas horas quentes do verão, e os passeios devem passar para o início da manhã e o fim do dia, com sombra e água sempre disponíveis. A segunda é o equipamento: nas variedades pequenas, predispostas ao colapso traqueal, o peitoral é preferível à coleira, porque não faz pressão sobre a traqueia quando o cão puxa.

Treino

Treino do Spitz Alemão

O padrão da FCI descreve-o como muito ensinável e fácil de treinar, e o clube britânico acrescenta que aprende depressa e gosta de agradar, mas que não responde bem a ser obrigado. A combinação pede métodos de reforço positivo, com recompensa e sessões curtas e variadas, que mantêm o interesse de um cão que se aborrece com a repetição. A socialização é a prioridade nos primeiros meses: contacto calmo com pessoas diferentes, outros cães, ruídos da rua e viagens de carro reduz a desconfiança natural perante estranhos e evita que a vigilância se torne reatividade. O segundo ponto de trabalho é a voz. Ensinar um sinal de silêncio, recompensar a calma à porta e não reforçar sem querer os latidos, respondendo-lhes com atenção, faz grande diferença na vida de um apartamento. Nas variedades pequenas convém ainda cuidar de uma armadilha comum: por ser leve, o cão é pegado ao colo sempre que hesita, e acaba por não aprender a lidar sozinho com situações novas. Tratado como um cão e não como um acessório, o Spitz responde com um nível de obediência que costuma surpreender quem não conhece a raça.

Dieta e Nutrição

Dieta e Nutrição do Spitz Alemão

O Spitz não tem necessidades nutricionais específicas da raça: uma ração completa e equilibrada, adequada à idade e ao tamanho, cobre o essencial. A variedade conta muito, porque um Anão de dois a três quilos e um Grande de quinze ou mais não comem da mesma forma. Nos cachorros das variedades pequenas, o PetMD recomenda refeições pequenas e frequentes até cerca dos quatro meses, para prevenir a hipoglicemia, uma quebra de açúcar no sangue a que os cães muito pequenos são sensíveis. No adulto, o principal cuidado é o peso. A pelagem esconde a silhueta, e um Spitz com excesso de peso pode parecer apenas fofo; convém avaliar a condição corporal pelo toque nas costelas e não pelo olhar. O excesso de peso agrava os problemas a que a raça está mais exposta, sobretudo a luxação da rótula e o colapso traqueal, em que a perda de peso é uma das primeiras medidas recomendadas. Os petiscos usados no treino devem contar na ração diária. Alimentos mais duros e produtos dentários aprovados podem complementar, mas não substituem, a escovagem dos dentes.

História

História do Spitz Alemão

O padrão da FCI apresenta o Spitz Alemão como descendente do cão das turfeiras da Idade da Pedra e dos spitz das palafitas, e como a raça mais antiga da Europa Central, de que muitas outras derivaram. As primeiras referências na literatura alemã datam de meados do século XV, e durante séculos foi um cão de quinta, usado para guardar a casa e ajudar com o gado. A seleção de exemplares cada vez mais pequenos transformou parte da população em cães de companhia. O nome Pomerânia vem da região do Báltico entre a Alemanha e a Polónia. A rainha Carlota levou dois exemplares para Inglaterra em 1767, e a rainha Vitória, no século XIX, popularizou os exemplares pequenos; durante o seu reinado o tamanho médio da raça terá caído para metade. Em Inglaterra formou-se o primeiro clube do Pomerânia em 1891. Na Alemanha, o Verein für Deutsche Spitze foi fundado em 1899, abriu logo um livro de origens próprio e publicou as primeiras características da raça em 1900; é ainda este clube que redige o padrão internacional. A FCI classifica-o no Grupo 5, secção dos spitz europeus, sem prova de trabalho, com a função de cão de vigia e de companhia.

Problemas de saúde

Spitz Alemão têm algumas considerações de saúde:

Expectativa de vida: 12-15 anos

Luxação da Rótula

A rótula sai da sua goteira no joelho e desloca-se para o lado. No maior estudo de medicina veterinária de primeira linha em Inglaterra, com mais de 210 000 cães, o Pomerânia foi a raça com maior risco: 6,5% dos exemplares tinham o diagnóstico, cerca de seis vezes e meia mais do que os cães sem raça definida. Manifesta-se por claudicação intermitente, com o cão a levantar uma pata traseira durante alguns passos enquanto corre e a retomar depois a marcha normal. Os casos ligeiros acompanham-se com controlo do peso, exercício regular que mantenha a musculatura e piso que não escorregue; os graves, que provocam dor ou claudicação constante, podem exigir cirurgia. O exame dos joelhos pelo veterinário deve fazer parte das consultas de rotina, e os criadores responsáveis avaliam os reprodutores antes de cruzar.

Colapso Traqueal

Os anéis de cartilagem que mantêm a traqueia aberta enfraquecem, e a via aérea achata durante a respiração. É mais frequente em raças miniatura como o Pomerânia, o Yorkshire Terrier e o Chihuahua, sobretudo a partir da meia-idade. O sinal típico é uma tosse seca e rouca, comparada ao grasnar de um ganso, desencadeada pela excitação, pelo exercício ou pela pressão da trela a puxar. O diagnóstico faz-se por radiografia, fluoroscopia ou endoscopia. A maioria dos casos controla-se sem cirurgia: perda de peso, peitoral em vez de coleira, evitar fumo e calor excessivo, e medicação para a tosse e para dilatar os brônquios, muitas vezes para toda a vida. Nos casos graves pode colocar-se um stent ou anéis externos na traqueia. Usar peitoral desde cachorro e manter o cão magro são as medidas ao alcance de qualquer dono.

Doença Periodontal

É a acumulação de placa e tártaro que inflama as gengivas e acaba por destruir os tecidos que seguram os dentes, com mau hálito, dor e perda de peças. Num estudo britânico com mais de 22 000 cães, os cães com menos de 10 kg tinham mais de três vezes o risco dos cães de 30 a 40 kg, e a doença aumentava claramente com a idade. As variedades pequenas do Spitz estão, por isso, no grupo exposto, e o próprio padrão da FCI tolera a falta de alguns pré-molares no Anão. A prevenção faz-se em casa: escovar os dentes diariamente, ou pelo menos várias vezes por semana, com pasta própria para cães, habituando o cachorro desde cedo. O veterinário deve avaliar a boca em cada consulta, e uma destartarização sob anestesia pode ser necessária com a idade.

Alopecia X (em algumas linhas)

Paragem do ciclo de crescimento do pelo descrita sobretudo em raças de pelagem farta, entre as quais o Pomerânia e o Keeshond. Surge entre um e dez anos de idade, em machos e fêmeas, inteiros ou esterilizados. Começa com a perda do pelo de cobertura, que deixa a pelagem baça e lanosa, e avança para zonas sem pelo no tronco, na cauda e nas coxas, poupando a cabeça e as patas; a pele exposta escurece. Não provoca comichão nem mal-estar: é uma doença estética. O diagnóstico é de exclusão, porque o veterinário tem primeiro de afastar causas hormonais como o hipotiroidismo ou a síndrome de Cushing. A melatonina é o tratamento mais usado e resulta numa minoria de casos; outros tratamentos hormonais têm riscos que não se justificam num problema estético, e não tratar é uma opção legítima. A distribuição por raças e famílias aponta para uma base hereditária, pelo que vale a pena perguntar ao criador se a condição apareceu na linha.

Atrofia Progressiva da Retina

Degeneração hereditária da retina que leva à perda progressiva da visão, até à cegueira. Não tem tratamento. No Spitz Alemão foi descrita uma forma precoce, associada a uma variante do gene GUCY2D, diagnosticada em cães com menos de dois anos. O clube britânico da raça inclui a atrofia progressiva da retina entre os problemas a vigiar e considera essencial o exame ocular dos reprodutores. Ao escolher um cachorro, vale a pena perguntar ao criador se os pais foram examinados por um oftalmologista veterinário e se foram feitos os testes genéticos disponíveis.

Especificações da Raça

Características e Temperamento

Afetuoso com a família

4

Nível de guarda

5

Brincalhão

4

Adaptabilidade

4

Necessidades sociais

4

Temperamento

Alerta, confiante, leal e expressivo

Inteligência

4

Bom com outros cães

4

Bom com gatos ou outros animais

3

Amigável com estranhos

2

Bom como cão de serviço

1

Bom para apartamentos

5

Nível de latido

4

Aparência

Altura

18-55 cm (consoante a variedade)

Tamanho

Pequeno a médio

Cores

Branco, Preto, Castanho, Laranja, Cinzento-lobo, Creme, Sable, Preto e fogo, Particolor

Textura do pelo

Dupla camada, muito densa e volumosa

Comprimento do pelo

Longo

Treino

Facilidade de treino

4

Exercício

Necessidades de exercício

3

Tempo de exercício

1 a 2 horas por dia, repartidas

Necessidades de exercício mental

4

Atividades favoritas

Passeios, truques, jogos de procura e brincadeiras interativas

Higiene

Necessidades de higiene

4

Frequência de escovagem

Dia sim, dia não; diária na muda

Precisa de higiene profissional?

Opcional

Nível de baba

1

Problemas de Saúde

Luxação da Rótula

Colapso Traqueal

Doença Periodontal

Alopecia X (em algumas linhas)

Atrofia Progressiva da Retina

Outros

Criado para

Guarda e companhia

País de origem

Alemanha

Nível de popularidade

4