Porque mostramos só o fim do microchip e do LOP

Em cada criador da Cauda podes ver os pais dos cachorros, os testes de saúde que fizeram e se estão registados no Livro de Origens Português (LOP), com os documentos que o provam. Queremos que vejas o mais possível antes de escolher.

Os números do microchip e do LOP são tratados com cuidado:

  • nos perfis, aparecem sempre só com os últimos algarismos;
  • num anúncio de venda, os que a lei obriga a mostrar aparecem completos: o microchip e o LOP do cachorro e o microchip da mãe;
  • nos documentos, cada criador escolhe se os mostra ou se os tapa, junto com a sua assinatura.

Esta página explica porquê.

O que estes números permitem

Para passar um cão com pedigree para outro dono, o Clube Português de Canicultura (CPC) usa um registo de transferência. Segundo o regulamento do LOP (artigo 15.º), esse registo leva o nome do cão, o número LOP, a data, os nomes do dono antigo e do novo e a assinatura dos dois.

Ou seja, quem souber o nome, o número e conseguir imitar uma assinatura pode pedir a transferência de um cão que não é seu. Um criador da Cauda contou-nos que perdeu cães assim, com números e uma assinatura copiados dos seus próprios documentos. Um certificado LOP ou um relatório de laboratório tem tudo isto na mesma folha.

Os números nos perfis

Nos perfis, o microchip dos pais (e dos cachorros já reservados ou vendidos) aparece sempre com os últimos 4 algarismos e o LOP com os últimos 3, por exemplo «Microchip terminado em 7843». Não chega para pedir uma transferência, mas chega para confirmares, na visita, que o cão que tens à frente é o do perfil. Qualquer veterinário lê o microchip com um leitor.

Quando o criador tapa os documentos

Os documentos aparecem como o criador os carregou, a não ser que ele escolha tapar o número LOP, o microchip e a assinatura. Nesse caso vês uma cópia: uma imagem nova, em que o que fica por baixo dos retângulos pretos já não existe no ficheiro. O resto do documento (o laboratório, os resultados, a genealogia) fica à vista, e o original fica guardado na Cauda.

O que a lei obriga a mostrar

Num anúncio de venda de um cachorro, o Decreto-Lei n.º 276/2001 (artigo 53.º) obriga a indicar:

  • a idade do cachorro;
  • se é de raça pura e, se for, o número LOP;
  • o microchip do cachorro e o da mãe;
  • o número de criador da DGAV;
  • quantos cachorros nasceram na ninhada.

Estes aparecem sempre completos na página de cada cachorro à venda. O número LOP da mãe e os números do pai não fazem parte do anúncio, por isso continuam só com os últimos algarismos.

Quando fores comprar

No dia em que levas o cachorro, recebes os documentos completos. A lei (artigo 54.º do mesmo decreto) obriga a entregar o contrato ou a declaração de cedência, o comprovativo do microchip e a declaração de um veterinário. Num cão com pedigree recebes também o certificado LOP e a declaração de transferência assinada.

Antes de pagar, podes sempre pedir para ver os originais em pessoa. Um criador sério mostra-os sem problema. O que alguns preferem é não os enviar a quem ainda só está a perguntar.

Se és criador

Os teus documentos aparecem como os carregaste. Se preferires, na tua área de criador cada certificado LOP e cada relatório de testes tem um botão «Tapar dados»: desenhas um retângulo por cima do número LOP, do microchip e da assinatura, e é essa cópia que os compradores veem. Podes voltar a mostrar o documento completo quando quiseres, e conta da mesma forma para a tua posição na listagem.

Se tiveres uma dúvida sobre isto, ou se achares que devíamos tapar mais alguma coisa, escreve-nos.