Shih Tzu

O Shih Tzu é um companheiro de colo com opinião própria.
Criado para a companhia nos palácios imperiais chineses, pede escovagem diária e atenção redobrada aos olhos e à respiração.
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Energia Baixa
Nível de energia
Manutenção Muito Alta
Higiene
Pequeno
Tamanho
Amigável, alerta, afetuoso, independente
Temperamento
10-18 anos
Esperança de vida
Treinabilidade Média
Treino
Vocalidade Média
Latido
Porque as pessoas adoram Shih Tzu
Porque as pessoas adoram os Shih Tzus
Aparência
Aparência do Shih Tzu
Higiene e Tratamento
Cuidados e Grooming do Shih Tzu
Temperamento e Características
Temperamento do Shih Tzu
Exercício
Necessidades de Exercício do Shih Tzu
Treino
Treino do Shih Tzu
Dieta e Nutrição
Dieta e Nutrição do Shih Tzu
História
História do Shih Tzu
Problemas de saúde
Shih Tzu têm algumas considerações de saúde:
Expectativa de vida: 10-18 anos
Síndrome Braquicefálica Obstrutiva das Vias Aéreas (SBOVA)
O crânio é encurtado mas os tecidos moles do nariz e da garganta não, pelo que ficam comprimidos num espaço pequeno. Entre os cães braquicefálicos afetados, 46 a 50% têm narinas estenóticas e praticamente todos têm o palato mole demasiado longo para a cabeça; a hipoplasia da traqueia, comum noutras raças de cara achatada, não é típica do Shih Tzu. Manifesta-se desde o ressonar em casos ligeiros até intolerância ao exercício, respiração de boca aberta, engasgos, inquietação e respiração acelerada nos casos graves, com sono perturbado e grande propensão a golpe de calor. Ressonar não é uma característica simpática da raça, é um sintoma: casos moderados a graves têm correção cirúrgica das narinas e do palato, com bons resultados quando feita cedo. Na criação, seleciona-se para focinhos mais longos e narinas abertas.
Doenças Oculares
É o grupo de problemas mais associado à raça: num estudo britânico com 11 082 Shih Tzus, as afeções oftalmológicas atingiram 11,9% dos cães. A úlcera da córnea foi diagnosticada em 3,5%, e a raça apresentou dez vezes as probabilidades de doença ulcerativa da córnea de um cão cruzado — consequência de olhos grandes e salientes, pouco protegidos pela órbita e expostos ao pelo da própria cara. O olho seco (queratoconjuntivite seca) afetou 1,2% do total e 3,7% dos cães com mais de sete anos; deteta-se com o teste de Schirmer e trata-se com ciclosporina ou tacrolímus e lágrimas artificiais, sem o que a córnea pigmenta e a visão perde-se. A raça tem ainda predisposição para distiquíase, entrópio e cataratas. O prolapso do globo ocular após um traumatismo é uma emergência que exige veterinário imediato. Na prática: limpar os olhos diariamente, prender o pelo da cabeça e nunca desvalorizar um olho vermelho, fechado ou a lacrimejar.
Doença Periodontal e Problemas Dentários
A mandíbula é estreita e curta, e o número normal de dentes tem de caber nela — ficam apinhados, sobrepostos e retêm placa. No mesmo estudo britânico, a doença periodontal foi o diagnóstico mais frequente da raça, com 9,5% no conjunto, subindo de 1,5% nos cães com menos de dois anos para 18,3% nos cães com mais de sete. Os dentes de leite retidos afetaram 2,6% dos cães e concentram-se nos mais novos (8,5% abaixo dos dois anos), sendo muitas vezes necessário extraí-los para evitar apinhamento adicional. Não é um problema cosmético: a doença periodontal é dolorosa, leva à perda de dentes e mantém um foco de infeção. Previne-se com escovagem dos dentes, idealmente diária e habituada desde cachorro, e com destartarizações veterinárias quando indicadas.
Displasia Renal Juvenil
Um defeito de desenvolvimento dos rins, de base genética, em que os nefrónios não amadurecem e funcionam mal desde o nascimento. É particularmente associado a esta raça e transmite-se de forma silenciosa, por reprodutores que parecem e são clinicamente normais. Os sinais só aparecem quando cerca de 70% da função renal está perdida: sede e volume de urina muito aumentados, urina pálida, perda de peso, falta de vigor e, nos cachorros gravemente afetados, um tamanho visivelmente menor do que o dos irmãos da ninhada. Os casos graves dão sinais aos dois ou três meses e os moderados aos cinco ou seis, com morte frequente entre os nove e os doze meses. A ureia e a creatinina só se alteram depois de 70 a 75% de lesão, pelo que o clube americano da raça aponta a análise de urina de deteção precoce e a ecografia como rastreio mais útil. Perante um cachorro que bebe e urina muito, insista em investigação renal.
Luxação da Rótula
A rótula sai do sulco onde deve deslizar, tipicamente para dentro nos cães de porte pequeno. O sinal clássico é um salto na passada ou o cão levantar por instantes uma perna traseira e continuar a andar; classifica-se em quatro graus, do que só luxa sob pressão ao que está permanentemente deslocado, e cerca de metade dos casos afeta os dois joelhos. O grau I costuma gerir-se de forma conservadora, com controlo de peso e vigilância, mas os graus mais altos exigem cirurgia — aprofundamento do sulco, transposição da tuberosidade da tíbia ou ajuste dos tecidos periarticulares. Deixada sem correção, a luxação predispõe a artrose e a rotura do ligamento cruzado. O melhor contributo do dono é manter o cão magro; o do criador é não reproduzir a partir de animais afetados.
Doença do Disco Intervertebral (DDIV)
O Shih Tzu é uma raça condrodisplásica: os membros curtos face ao comprimento do corpo vêm de variantes genéticas que também afetam os discos intervertebrais. A variante CDDY, presente em cerca de um quarto dos alelos estudados na raça, degenera os discos precocemente e aumenta o risco de herniação, em que o material do disco comprime a medula. Manifesta-se por dor de costas, relutância em saltar ou subir, passada instável e, nos casos graves, perda de força ou paralisia dos membros posteriores — uma urgência veterinária, porque o resultado depende da rapidez da intervenção. O tratamento vai do repouso estrito com anti-inflamatórios à cirurgia de descompressão. Reduzir o risco passa por manter o cão magro, usar peitoral em vez de coleira e limitar os saltos de móveis altos; na criação, por evitar acumular a variante de risco.
Otites e Problemas de Pele
As duas queixas mais comuns no dia a dia da raça. No estudo britânico, as afeções cutâneas foram o grupo mais prevalente, com 16,6% dos cães, e as do ouvido atingiram 10,2%, com a otite externa isolada em 4,7%. As orelhas grandes, pendentes e muito revestidas de pelo tapam o canal auditivo e retêm humidade e calor, o que favorece infeção; as dobras da cara e a pelagem densa criam o mesmo problema à pele, sobretudo quando o pelo embarraça e deixa de arejar. Cabeça abanada com frequência, coceira à orelha, cheiro ou corrimento pedem consulta. A prevenção é sobretudo rotina: secar bem depois do banho, inspecionar as orelhas todas as semanas, manter a pelagem sem nós e não deixar húmidas as dobras do focinho.
Especificações da Raça
Características e Temperamento
Afetuoso com a família
5
Nível de guarda
2
Brincalhão
4
Adaptabilidade
5
Necessidades sociais
4
Temperamento
Amigável, alerta, afetuoso, independente
Inteligência
3
Bom com outros cães
4
Bom com gatos ou outros animais
4
Amigável com estranhos
5
Bom como cão de serviço
2
Bom para apartamentos
5
Nível de latido
3
Aparência
Altura
Até 27 cm
Tamanho
Pequeno
Cores
Dourado e branco, Preto e branco, Fígado, Cinzento e branco, Preto, Branco
Textura do pelo
Longo e denso, com subpelo moderado, não encaracolado
Comprimento do pelo
Longo
Treino
Facilidade de treino
3
Exercício
Necessidades de exercício
2
Tempo de exercício
30-45 minutos
Necessidades de exercício mental
3
Atividades favoritas
Passeios curtos às horas frescas, jogos de faro, brinquedos de comida
Higiene
Necessidades de higiene
5
Frequência de escovagem
Diária (pelo longo)
Precisa de higiene profissional?
Sim
Nível de baba
1
Problemas de Saúde
Síndrome Braquicefálica Obstrutiva das Vias Aéreas (SBOVA)
Doenças Oculares
Doença Periodontal e Problemas Dentários
Displasia Renal Juvenil
Luxação da Rótula
Doença do Disco Intervertebral (DDIV)
Otites e Problemas de Pele
Outros
Criado para
Companhia
País de origem
Tibete (China)
Nível de popularidade
5