Conhece a raça

Chihuahua

Raça Chihuahua

Minúsculo no corpo, gigante na atitude: o Chihuahua vive com intensidade.

Alerta, carinhoso e cheio de carácter, cria laços profundos com a família.

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Energia Baixa

Nível de energia

2/5

Manutenção Baixa

Higiene

2/5

Pequeno

Tamanho

Vivo, leal, vigilante, confiante

Temperamento

14-16 anos

Esperança de vida

Treinabilidade Média

Treino

3/5

Vocalidade Alta

Latido

4/5

Porque as pessoas adoram Chihuahua

Conquista pelo charme, pela inteligência e pela ligação próxima aos seus humanos.

O Chihuahua é ideal para quem quer um cão pequeno sem abdicar de personalidade. Adora estar perto do tutor, acompanha facilmente rotinas urbanas e adapta-se bem a apartamentos: não precisa de quintal, e a necessidade de exercício — até meia hora por dia, segundo o Kennel Club britânico — cabe na rotina de quase toda a gente. É expressivo, divertido e muito observador, e avisa sempre que alguém chega à porta. Pesa pouco o suficiente para ir ao colo, no transporte público ou numa mala de transporte, o que facilita viagens, visitas ao veterinário e a vida de quem não tem carro. Vive muitos anos, o que para muitas famílias é a maior vantagem de todas e também o maior compromisso. Quando socializado desde cedo, torna-se um excelente companheiro para pessoas sozinhas, casais e seniores, mantendo sempre o seu temperamento confiante.

Aparência

Pequeno, elegante e de expressão viva, é instantaneamente reconhecível.

O traço que o padrão da FCI considera essencial é o crânio bem arredondado, «em maçã», com um stop marcado e um focinho curto, direito e mais largo na base. Os olhos são grandes, redondos, expressivos e escuros, sem serem salientes; as orelhas são grandes, eretas e muito abertas, e em repouso inclinam-se para os lados num ângulo de cerca de 45°. O corpo é compacto, de dorso curto e firme, ligeiramente mais comprido do que alto — quase quadrado nos machos. A cauda, de comprimento moderado, é levada alta, em curva ou em semicírculo sobre o lombo. Há duas variedades de pelo: o curto, rente ao corpo, brilhante e macio; e o comprido, fino e sedoso, liso ou ligeiramente ondulado, com franjas nas orelhas, no pescoço, nas patas e uma cauda em pluma. São admitidas todas as cores e combinações, exceto o merle, que desqualifica. Só o peso conta para o padrão: entre 1 e 3 kg, com o ideal entre 1,5 e 2,5 kg; a altura, que não é fixada, anda pelos 13 a 20 cm. O padrão desqualifica os exemplares de tipo «veado» — cabeça fina, pescoço e membros longos, corpo esguio — e os que têm a fontanela aberta.

Higiene e Tratamento

Cuidados simples, ajustados ao tipo de pelo e à sensibilidade ao frio.

No pelo curto, uma escovagem semanal com luva ou escova macia costuma bastar. No pelo comprido, recomenda-se escovagem 2 a 3 vezes por semana, com atenção às zonas atrás das orelhas, às axilas e às «calças» das patas traseiras, onde se formam nós. Os banhos devem ser moderados, com produtos suaves. As unhas crescem depressa num cão que pesa tão pouco e anda sobretudo em piso macio, por isso convém apará-las com regularidade. A boca é o cuidado que mais importa: a doença periodontal é o problema mais registado na raça, e a escovagem dos dentes, idealmente diária, faz parte da higiene básica. Em dias frios e húmidos, muitos Chihuahuas beneficiam de um casaco nos passeios, e no verão português devem evitar as horas de maior calor.

Temperamento e Características

Vigilante, afetuoso e destemido, com forte vínculo ao tutor.

O padrão da FCI resume o temperamento em quatro palavras: rápido, alerta, vivo e muito corajoso — e desqualifica tanto o cão agressivo como o excessivamente tímido, o que diz muito sobre o equilíbrio que se procura. É um cão muito dedicado à família e frequentemente mais ligado a uma pessoa de referência, que segue pela casa. Pode ser reservado com estranhos e vocal se não for orientado; ladra para avisar, e é aí que muitos tutores precisam de trabalhar. A coragem não acompanha o tamanho, e um Chihuahua enfrenta cães muito maiores sem hesitar, o que exige vigilância nos parques. A agressividade é um dos problemas mais registados na raça nas clínicas britânicas, mais nos machos do que nas fêmeas. Um cão pegado ao colo sempre que algo o assusta não aprende a lidar com o mundo; a socialização precoce, com pessoas, sons e cães calmos, reduz o medo e a reatividade. Com crianças, convive bem com as que já sabem ser gentis; com crianças muito pequenas, o risco é sobretudo para o cão, que pode ferir-se numa queda ou num aperto.

Exercício

Necessidades moderadas, com passeios curtos e brincadeiras diárias.

Apesar do tamanho pequeno, precisa de atividade todos os dias para manter o peso e o equilíbrio mental. O Kennel Club britânico aponta para até 30 minutos de exercício diário, e a maior parte pode vir de dois ou três passeios curtos, completados com brincadeira em casa. Jogos de busca leves, procurar petiscos escondidos e treino de truques cansam a cabeça tanto como as pernas, e são excelentes opções para dias de chuva. Nos passeios, use peitoral em vez de coleira: a raça é predisposta ao colapso da traqueia, e a pressão de uma coleira no pescoço agrava a tosse. Uma tosse seca que aparece durante o passeio, sobretudo com a excitação, é motivo para uma consulta, e não apenas para trocar a coleira. Deve evitar-se esforço excessivo em calor, saltos de sofás e camas altas — uma queda que num cão maior não teria consequências pode partir uma pata a um cão de 2 kg — e as brincadeiras brutas com cães grandes. Com um corpo tão pequeno, perde calor depressa no inverno e aquece depressa no verão, por isso os extremos de temperatura pedem passeios mais curtos.

Treino

Aprende bem com reforço positivo e rotinas consistentes.

O Chihuahua pode ser teimoso, mas é rápido a aprender e responde bem a sessões breves, frequentes e motivadoras, com petiscos muito pequenos para não desequilibrar a dieta. O treino de higiene é o ponto em que a raça tem má fama: uma bexiga minúscula e poças que passam despercebidas numa casa grande facilitam os maus hábitos, por isso convém levá-lo à rua ou ao tapete com frequência e premiar cada acerto logo que acontece. A socialização deve começar cedo para prevenir medo e reatividade. Por ser sensível, beneficia de uma abordagem gentil e previsível; os castigos físicos são desaconselháveis em qualquer raça e num cão deste tamanho ainda mais. Vale a pena ensinar-lhe a aceitar ser manuseado — boca, patas, orelhas — porque vai precisar de escovagem dos dentes e de consultas regulares toda a vida. Quando estimulado, destaca-se em obediência básica e truques.

Dieta e Nutrição

Porções pequenas e nutrição densa são essenciais para um metabolismo rápido.

Deve receber alimento de elevada qualidade, formulado para raças miniatura, com croquetes de tamanho adequado a uma boca tão pequena. As porções devem ser pesadas em gramas e não medidas a olho: num cão de 2 kg, uma diferença que parece mínima na tigela é uma fração grande das necessidades do dia. A obesidade é um dos problemas mais registados na raça, e no estudo VetCompass do Royal Veterinary College o peso mediano dos Chihuahuas adultos (3,4 kg) ficava acima do máximo do padrão. O excesso de peso agrava a luxação da rótula e o colapso da traqueia, duas das doenças a que a raça é predisposta. Os cachorros não aguentam longos períodos em jejum: precisam de refeições pequenas e frequentes, a cada quatro a seis horas, para evitar a hipoglicemia. Os petiscos devem ser moderados e contar para o total calórico diário, e restos de comida da mesa estão fora de questão.

História

Uma raça antiga do México que se tornou ícone mundial de companhia.

O Chihuahua está associado ao antigo cão Techichi, criado por civilizações pré-colombianas no México. O padrão da FCI admite que estes cães viveriam em estado selvagem e teriam sido capturados e domesticados no tempo dos Toltecas, e refere representações de um cão pequeno em Tula, a antiga capital tolteca, muito semelhantes ao Chihuahua atual. Com os Astecas, os pequenos cães continuaram a viver junto da nobreza, e segundo o American Kennel Club chegavam a ser sepultados com os mortos para os guiar no além; admite-se também que o Xoloitzcuintli, o cão pelado mexicano, tenha contribuído para a raça. A raça moderna recebeu o nome do estado de Chihuahua, o maior do México, onde foi notada em meados do século XIX. Começou a ser levada para os Estados Unidos, onde o AKC registou o primeiro exemplar, «Midget», em 1904; o clube da raça americano nasceu em 1923, e as variedades de pelo curto e comprido foram separadas em 1952. A popularidade global veio nas décadas de 1940 e 1950, quando o músico Xavier Cugat se fazia acompanhar de Chihuahuas, e o cinema fez o resto. A FCI classifica-o hoje no Grupo 9, cães de companhia, numa secção só para ele, e o México continua a ser o país de origem oficial.

Problemas de saúde

Chihuahua têm algumas considerações de saúde:

Expectativa de vida: 14-16 anos

Doença Periodontal

É o problema mais registado na raça: no estudo VetCompass do Royal Veterinary College, afetava 13,5% dos Chihuahuas vistos em clínica num ano. Os dentes ficam apertados numa mandíbula muito pequena, a placa acumula-se e transforma-se em tártaro, e segue-se a inflamação das gengivas, o mau hálito, a dor e a perda de dentes. Os dentes de leite que não caem — 5,7% no mesmo estudo — agravam o problema, porque prendem ainda mais restos de comida. A prevenção é a escovagem dos dentes, idealmente diária, desde cachorro, e a verificação no veterinário, quando a dentição definitiva estiver completa, de que os dentes de leite caíram; as destartarizações sob anestesia são muitas vezes necessárias ao longo da vida.

Luxação da Rótula

Muito comum em raças pequenas: a rótula sai do sulco onde devia deslizar, quase sempre para o lado de dentro do joelho, e registava-se em 4% dos Chihuahuas no estudo VetCompass. Nota-se como um «salto» — o cão corre e de repente leva uma pata traseira no ar durante alguns passos, voltando depois ao normal. É classificada em quatro graus: nos ligeiros, a rótula volta sozinha ao lugar e basta vigiar e manter o cão magro; nos graves, está permanentemente fora e pode exigir cirurgia. Nas raças miniatura é considerada hereditária, e a OFA incentiva uma avaliação dos joelhos nos reprodutores, com certificação a partir dos 12 meses. Vale a pena perguntar ao criador se os pais foram avaliados.

Doença Valvular Mitral

A degeneração da válvula mitral é a doença cardíaca mais frequente nos cães pequenos, e o Chihuahua é uma das raças predispostas. A válvula vai ficando espessa e deixa passar sangue para trás; o primeiro sinal costuma ser um sopro, que o veterinário ouve na consulta muitas vezes antes de qualquer sintoma. À medida que a fuga aumenta, o coração dilata e pode surgir insuficiência cardíaca, com tosse, cansaço e respiração acelerada. No estudo VetCompass, a doença cardíaca era a causa de morte mais registada na raça (18,8%). O que o dono pode fazer: auscultação anual, ecocardiografia quando há sopro, e contar a frequência respiratória com o cão a dormir — acima de 30 respirações por minuto é motivo para ligar ao veterinário. A medicação iniciada na fase certa atrasa a insuficiência cardíaca.

Colapso Traqueal

Os anéis de cartilagem da traqueia enfraquecem e achatam, estreitando a passagem do ar. O sinal típico é uma tosse seca e áspera, parecida com o grasnar de um ganso, que piora com a excitação, o calor, ao comer ou beber e com a pressão da coleira no pescoço; surge sobretudo entre os 4 e os 14 anos. A doença é progressiva e não tem cura, mas controla-se: manter o cão magro, passear sempre com peitoral em vez de coleira, evitar fumo e outros irritantes, e medicação para a tosse e a inflamação quando o veterinário a indicar. Nos casos graves há opções cirúrgicas, e mesmo assim muitos cães continuam a precisar de medicação.

Hipoglicemia em Cachorros

Os cachorros de raças miniatura ainda não regulam bem o açúcar no sangue e gastam muito, por isso um jejum longo, o frio, o stress ou parasitas intestinais podem fazer-lhes baixar a glicose, sobretudo abaixo dos três meses. Os sinais são uma quebra súbita de energia, sonolência, tremores, andar cambaleante, recusa em comer e, nos casos graves, convulsões ou colapso. Em casa, esfregar um pouco de mel nas gengivas ajuda a estabilizar enquanto se segue para o veterinário. A prevenção é simples: refeições pequenas a cada quatro a seis horas, o cachorro quente e com as desparasitações em dia. Um bom criador explica isto a quem leva o cachorro.

Hidrocefalia e Moleira Aberta

Muitos Chihuahuas nascem com uma moleira (fontanela) no alto do crânio que demora a fechar ou não fecha. Uma moleira aberta, por si só, não significa doença, mas a raça está entre as predispostas à hidrocefalia congénita, a acumulação de líquido no cérebro. Os sinais incluem crânio em cúpula, olhos desviados para fora e para baixo, andar anormal, andar em círculos, encostar a cabeça às paredes, alterações de comportamento e dificuldade em aprender a fazer as necessidades. O diagnóstico faz-se por ecografia através da moleira ou por TAC/ressonância, e o tratamento vai da medicação à cirurgia. Um cão com hidrocefalia não deve ser usado na criação, e o padrão da FCI desqualifica os exemplares com a fontanela aberta. Uma moleira que se sente nitidamente deve ser mostrada ao veterinário e protegida de pancadas.

Especificações da Raça

Características e Temperamento

Afetuoso com a família

4

Nível de guarda

4

Brincalhão

4

Adaptabilidade

4

Necessidades sociais

4

Temperamento

Vivo, leal, vigilante, confiante

Inteligência

4

Bom com outros cães

3

Bom com gatos ou outros animais

3

Amigável com estranhos

2

Bom como cão de serviço

1

Bom para apartamentos

5

Nível de latido

4

Aparência

Altura

13-20 cm

Tamanho

Pequeno

Cores

Fulvo, Creme, Preto, Chocolate, Branco, Azul, Tricolor

Textura do pelo

Liso (pelo curto) ou suave com franjas (pelo comprido)

Comprimento do pelo

Curto ou médio/comprido

Treino

Facilidade de treino

3

Exercício

Necessidades de exercício

2

Tempo de exercício

Até 30 minutos por dia

Necessidades de exercício mental

4

Atividades favoritas

Passeios curtos, jogos de olfato, treino de truques, brincadeiras em casa

Higiene

Necessidades de higiene

2

Frequência de escovagem

Semanal (2-3 vezes/semana no pelo comprido)

Precisa de higiene profissional?

Não

Nível de baba

1

Problemas de Saúde

Doença Periodontal

Luxação da Rótula

Doença Valvular Mitral

Colapso Traqueal

Hipoglicemia em Cachorros

Hidrocefalia e Moleira Aberta

Outros

Criado para

Companhia

País de origem

México

Nível de popularidade

5