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Shiba Inu

Raça Shiba Inu

Um cão primitivo em corpo pequeno: obedece quando concorda.

Spitz japonês de porte pequeno a médio, limpo e independente, com instinto de caça intacto.

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Energia Média

Nível de energia

3/5

Manutenção Baixa

Higiene

2/5

Pequeno a médio

Tamanho

Independente, alerta, digno, reservado

Temperamento

13-16 anos

Esperança de vida

Treinabilidade Difícil

Treino

2/5

Vocalidade Baixa

Latido

2/5

Porque as pessoas adoram Shiba Inu

Porque as pessoas adoram os Shiba Inus

É um cão pequeno sem nada de cão de colo. Cabe num apartamento, come pouco, quase não cheira e passa horas a lamber-se como um gato — muitos aprendem a usar a rua com uma facilidade que surpreende quem vem de outras raças pequenas. Em casa é sossegado e ladra pouco, não anda atrás dos donos de divisão em divisão e não exige atenção permanente; o afeto que dá é escolhido em vez de distribuído, o que para muita gente vale mais do que entusiasmo constante. Junta-se a isto uma robustez pouco comum: é uma das raças de maior longevidade documentada, com um físico funcional e sem as deformações que encurtam a vida de outros cães de porte pequeno. E há o aspeto, que ninguém finge ignorar — a cauda grossa enrolada sobre o dorso, as orelhas pequenas e eretas e as marcas brancas do urajiro dão-lhe uma expressão de raposa que é meia razão para a procura que a raça tem hoje.

Aparência

Aparência do Shiba Inu

Cão pequeno a médio, compacto e bem musculado, com ossatura moderada e um rácio de altura para comprimento de 10 para 11. O padrão da FCI fixa a altura em 39,5 cm nos machos e 36,5 cm nas fêmeas, com tolerância de 1,5 cm para cima ou para baixo; o peso ronda os 10 kg nos machos e os 8 kg nas fêmeas. A cabeça tem a testa larga, o stop bem marcado, olhos triangulares castanho-escuros com os cantos exteriores ligeiramente levantados e orelhas pequenas, triangulares e firmemente eretas, inclinadas para a frente. A cauda é de inserção alta e grossa, enrolada ou em foice sobre o dorso. O pelo é duplo, com capa exterior áspera e direita e subpelo macio e denso. As cores admitidas são o vermelho, o preto e castanho e o sésamo nas suas três variantes, todas obrigatoriamente com urajiro — o pelo esbranquiçado nos lados do focinho, faces, garganta, peito, ventre e face interna dos membros.

Higiene e Tratamento

Cuidados e Grooming do Shiba Inu

No dia a dia dá pouco trabalho: uma escovagem por semana chega, os banhos são raros e o pelo repele sujidade e lama sem ajuda. O problema concentra-se nas mudas, duas vezes por ano, em que o subpelo sai em quantidade durante duas a três semanas e obriga a escovagem diária com rastelo — quem não estiver à espera disso vai ter pelo por toda a casa. O pelo nunca se tosquia: é o mesmo isolamento que o protege do frio e do calor, e o padrão penaliza expressamente qualquer aparo. Unhas, dentes e ouvidos seguem a rotina normal, com atenção à higiene oral, que é um ponto fraco frequente na raça.

Temperamento e Características

Temperamento do Shiba Inu

O padrão da FCI descreve-o como fiel, de sentidos apurados e muito alerta, e o padrão americano acrescenta a expressão que melhor o define: uma ousadia vivaz e uma franqueza natural que juntas produzem dignidade. Com a família é leal e afetuoso à sua maneira, sem grandes demonstrações e sem a dependência de outras raças pequenas; com estranhos é reservado, e a confiança ganha-se em vez de se receber. É atento a tudo o que se passa à volta e avisa quando algo muda, o que faz dele um bom cão de alerta apesar do tamanho. É territorial quanto ao que considera seu — comida, brinquedos, um sítio no sofá — e essa posse trata-se com trocas e treino desde cachorro, nunca com confronto, porque a raça responde mal a pressão. Com outros cães pode ser intolerante, sobretudo entre machos, e o padrão americano reconhece essa tendência de forma explícita. O instinto de caça torna arriscada a convivência com gatos, roedores e aves que não conheça desde cachorro. Em casa é notavelmente silencioso, mas tem um grito agudo característico, o chamado "grito do Shiba", que reserva para quando é contrariado no veterinário, no banho ou no corte de unhas.

Exercício

Necessidades de Exercício do Shiba Inu

Cerca de uma hora por dia resolve, repartida por dois passeios com tempo para cheirar e explorar, que é o que a raça mais valoriza. Não é um cão de resistência nem de trabalho contínuo como um pastor, mas é ágil, curioso e acorda com o dia; o tédio sai em fugas, escavações e destruição de coisas em casa. Trilhos, terreno irregular e jogos de faro dão-lhe mais do que atirar a bola vinte vezes seguidas. A regra que nenhum dono de Shiba dispensa é a trela: o instinto de perseguição é forte e um cão que arranca atrás de um gato ou de um pássaro não volta ao chamamento — é uma característica da raça, não uma falha de treino. Em espaços não vedados usa-se uma linha longa de vários metros, e o peitoral é preferível à coleira, porque o pescoço largo e a cabeça estreita deixam-no escapar-se com uma facilidade que apanha muitos donos de surpresa. Quintais precisam de vedação alta e enterrada, porque escava e salta. Suporta bem o frio e sofre com o calor: no verão português, exercício ao início da manhã ou ao fim do dia.

Treino

Treino do Shiba Inu

É inteligente e aprende depressa, mas decide se vale a pena cumprir, o que frustra quem espera obediência automática e faz dele uma escolha difícil para um primeiro cão. Funciona com sessões curtas, recompensas de valor alto e uma abordagem que se parece mais com uma negociação do que com uma instrução: pedir uma vez, pagar bem, terminar antes de o cão se desinteressar. A repetição mecânica produz o efeito contrário, e métodos coercivos estragam a relação sem produzir obediência. A socialização precoce e continuada é a parte mais importante e não pode ser adiada — outros cães, pessoas, ruídos, superfícies — e a ela junta-se o treino de manuseamento: patas, orelhas, boca e escovagem tocados desde cachorro poupam anos de lutas no veterinário. O recall treina-se sempre, com linha longa e reforço generoso, mas nunca se dá por adquirido em espaço aberto.

Dieta e Nutrição

Dieta e Nutrição do Shiba Inu

Come pouco para o seu tamanho e engorda com facilidade, sobretudo depois da esterilização — o excesso de peso agrava diretamente os problemas de rótula e de anca a que a raça está sujeita, por isso a ração pesa-se em vez de se calcular a olho e as guloseimas contam para o total do dia. Duas refeições diárias, com ração de qualidade adequada à idade e ao nível de atividade, e uma revisão do peso de dois em dois meses, porque o pelo denso esconde bem os quilos a mais. As alergias são o problema de saúde mais frequente na raça segundo o clube americano e manifestam-se muitas vezes na pele: em cães com prurido persistente, uma dieta de eliminação com fonte proteica única, feita com acompanhamento veterinário e durante tempo suficiente, ajuda a perceber se a causa é alimentar. Muitos Shibas comem sem gula e guardam a comida, o que aconselha refeições separadas em casas com mais do que um cão. Água sempre disponível e vigilância no verão, porque o pelo duplo dificulta a dissipação do calor.

História

História do Shiba Inu

O Shiba existe no Japão desde tempos primitivos, nas zonas montanhosas viradas para o Mar do Japão, onde caçava aves e pequenos animais no mato cerrado. A palavra "shiba" designava originalmente algo pequeno, e as populações variavam ligeiramente conforme a região em que eram criadas. Entre 1868 e 1912, com a chegada de setters e pointers ingleses, a caça tornou-se desporto e o cruzamento com esses cães generalizou-se a tal ponto que, na década de 1920, restavam pouquíssimos Shibas puros. A partir de 1928 caçadores e naturalistas organizaram a recuperação da raça, e o padrão foi unificado em 1934; em 1937 o Shiba foi declarado monumento natural do Japão. A crise voltou depois da Segunda Guerra Mundial, com a fome e as epidemias de esgana dos anos 1950 e 1960, que reduziram a raça a três linhas regionais sobreviventes — Shinshu, Mino e San'in — a partir das quais se reconstruiu o cão de hoje. Chegou aos Estados Unidos em 1954, onde a primeira ninhada registada nasceu em 1979, e foi reconhecido pelo American Kennel Club em 1992. É hoje o cão nativo mais comum no Japão e uma presença crescente na Europa.

Problemas de saúde

Shiba Inu têm algumas considerações de saúde:

Expectativa de vida: 13-16 anos

Luxação da Rótula

A rótula sai da posição normal, causando desde uma passada saltitante ocasional até claudicação persistente. Afeta cerca de 7% dos Shibas segundo o clube da raça nos Estados Unidos, e é uma das avaliações exigidas aos reprodutores.

Alergias e Problemas de Pele

O problema de saúde mais frequente na raça, com gravidade muito variável. Manifesta-se por prurido, vermelhidão e perda de pelo, e pode ter origem alimentar, ambiental ou em pulgas. Exige diagnóstico veterinário e gestão prolongada.

Glaucoma

Aumento da pressão dentro do olho que destrói o nervo ótico e pode causar cegueira em pouco tempo. O Shiba tem predisposição hereditária conhecida. Olho semicerrado, lacrimejante ou avermelhado é uma urgência veterinária.

Displasia da Anca

A articulação da anca não encaixa corretamente, o que leva a artrose e dor com a idade. É uma das radiografias exigidas aos reprodutores para certificação. Manter o cão magro e controlar o exercício no crescimento reduz o impacto.

Atrofia Progressiva da Retina (PRA)

Degeneração gradual da retina que termina em cegueira, sem tratamento disponível. A maioria dos cães adapta-se bem à perda de visão. O exame oftalmológico anual dos reprodutores por especialista é a forma de a travar.

Gangliosidose GM1

Doença metabólica hereditária rara e fatal, de armazenamento lisossomal, documentada na raça. Existe teste genético, e criadores responsáveis testam os reprodutores para evitar acasalamentos entre portadores.

Especificações da Raça

Características e Temperamento

Afetuoso com a família

3

Nível de guarda

4

Brincalhão

3

Adaptabilidade

4

Necessidades sociais

2

Temperamento

Independente, alerta, digno, reservado

Inteligência

4

Bom com outros cães

2

Bom com gatos ou outros animais

1

Amigável com estranhos

2

Bom como cão de serviço

1

Bom para apartamentos

4

Nível de latido

2

Aparência

Altura

Machos: 38-41 cm, Fêmeas: 35-38 cm

Tamanho

Pequeno a médio

Cores

Vermelho, Preto e castanho, Sésamo

Textura do pelo

Duplo, capa áspera e subpelo denso

Comprimento do pelo

Curto a médio

Treino

Facilidade de treino

2

Exercício

Necessidades de exercício

3

Tempo de exercício

Cerca de 1 hora

Necessidades de exercício mental

3

Atividades favoritas

Passeios exploratórios, trilhos, jogos de faro

Higiene

Necessidades de higiene

2

Frequência de escovagem

1 vez por semana (diária nas mudas)

Precisa de higiene profissional?

Não

Nível de baba

1

Problemas de Saúde

Luxação da Rótula

Alergias e Problemas de Pele

Glaucoma

Displasia da Anca

Atrofia Progressiva da Retina (PRA)

Gangliosidose GM1

Outros

Criado para

Caça de aves e pequenos animais

País de origem

Japão

Nível de popularidade

3