Conhece a raça

Schnauzer

Raça Schnauzer

O tamanho certo entre o Miniatura e o Gigante, com todo o carácter da família Schnauzer.

Vivo, brincalhão e vigilante, é um cão de quinta polivalente em corpo de cão de família.

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Energia Alta

Nível de energia

4/5

Manutenção Alta

Higiene

4/5

Pequeno a médio

Tamanho

Vivo, corajoso, brincalhão, teimoso

Temperamento

12-16 anos

Esperança de vida

Treinabilidade Fácil

Treino

4/5

Vocalidade Alta

Latido

4/5

Porque as pessoas adoram Schnauzer

Porque as pessoas adoram o Schnauzer

O Schnauzer combina qualidades que raramente aparecem juntas: é suficientemente pequeno para viver bem numa casa comum e suficientemente resistente para longas caminhadas e desporto canino. É um cão alegre, cheio de sentido de humor, que mantém um lado brincalhão até tarde na vida e que se envolve profundamente na rotina da família. Larga relativamente pouco pelo, o que o torna atrativo para casas onde isso é uma preocupação. É também um excelente cão de alerta, atento sem ser histérico. E depois há a expressão: as sobrancelhas espessas e a barba dão-lhe uma cara expressiva de que os tutores raramente se cansam. Vem, além disso, em duas medidas: o médio, de 14 a 20 kg, acompanha um dono ativo em quase tudo; o Miniatura, de 4 a 8 kg, põe o mesmo carácter num corpo que o padrão da FCI considera adequado mesmo a um apartamento pequeno.

Aparência

Aparência do Schnauzer

É um cão de construção quadrada, com a altura ao garrote quase igual ao comprimento do corpo, robusto e mais atarracado do que esguio. O padrão da FCI fixa o médio em 45 a 50 cm e 14 a 20 kg, e o Miniatura em 30 a 35 cm e cerca de 4 a 8 kg, com as mesmas medidas para machos e fêmeas; o Miniatura deve ser uma imagem reduzida do médio, sem ar de cão anão. A cabeça é forte e alongada, com metade do comprimento da linha dorsal, e termina num focinho em cunha romba, sublinhado pela barba farta e pelas sobrancelhas espessas que sombreiam ligeiramente os olhos escuros e ovais. As orelhas são caídas, em V, de inserção alta. O pelo é duplo: uma capa exterior dura, áspera e rente ao corpo, nem eriçada nem ondulada, sobre um subpelo denso. No médio há apenas duas cores, o preto sólido e o sal e pimenta, em tons que vão do cinzento-ferro escuro ao cinzento-prateado, sempre com máscara escura. O Miniatura admite ainda o preto e prata, com marcas claras nas sobrancelhas, na barba, no peito e nas patas, e o branco puro. Em Portugal, orelhas e cauda mantêm-se naturais: a amputação estética é proibida, e o padrão atual já pede a cauda natural, em forma de sabre ou de foice.

Higiene e Tratamento

Cuidados e Grooming do Schnauzer

O pelo duro larga pouco, mas exige trabalho. A escovagem deve ser feita duas a três vezes por semana, com atenção especial às franjas das pernas, à barba e à zona atrás das orelhas, onde os nós se formam depressa. Para manter a textura áspera e a cor viva, o pelo deve ser arrancado à mão duas a três vezes por ano; a tosquia à máquina é mais rápida e mais barata, mas amacia o manto e desbota o sal e pimenta. A barba deve ser limpa e seca depois das refeições para evitar odores e irritações. Convém ainda aparar o pelo à volta dos olhos, verificar os ouvidos e manter a higiene oral.

Temperamento e Características

Temperamento do Schnauzer

O padrão da FCI descreve-o com uma combinação pouco habitual: temperamento vivo aliado a uma serenidade tranquila, bom feitio, gosto pela brincadeira e uma dedicação proverbial ao dono. Acrescenta que gosta de crianças, é incorruptível e está sempre atento sem ser barulhento. Na prática, é um cão muito envolvido com a família, com uma veia brincalhona que persiste na idade adulta, e que leva a sério a função de anunciar quem chega, sem ser um cão de guarda agressivo. Com estranhos costuma ser inicialmente reservado, soltando-se depois das apresentações. O clube norte-americano da raça faz uma ressalva que vale a pena ouvir: convive bem com as crianças da casa quando é criado com elas, mas não tolera provocações e tem uma memória notável para pessoas e episódios, pelo que as crianças devem aprender a respeitá-lo. A teimosia faz parte do carácter: sabe o que quer, testa os limites e negoceia. O instinto original de caçador de ratos permanece, e a convivência com roedores e outros animais pequenos exige habituação desde cachorro e supervisão. O Miniatura tem, segundo o padrão, a mesma natureza do médio, temperada pelo comportamento de um cão pequeno; a inteligência, a coragem e o estado de alerta fazem dele um bom cão de casa, de vigia e de companhia.

Exercício

Necessidades de Exercício do Schnauzer

O Royal Kennel Club britânico aponta até uma hora de exercício por dia, tanto para o médio como para o Miniatura, e é uma boa referência para a rotina de base. O médio foi feito para trabalhar numa quinta e o padrão da FCI sublinha a sua resistência: acompanha caminhadas longas, trilhos e corrida moderada sem dificuldade, e aproveita tudo o que lhe derem acima desse mínimo. O Miniatura fica satisfeito com passeios mais curtos e brincadeira em casa, mas não é um cão de colo e aprecia uma saída a sério tanto como o irmão maior. Mais importante do que os quilómetros é a ocupação mental. É um cão inteligente e curioso, que beneficia muito de trabalho de faro, agility, obediência e jogos de resolução de problemas; sessões curtas de procura de petiscos são uma boa forma de o cansar nos dias de chuva. Adapta-se a apartamento desde que saia várias vezes por dia. Um Schnauzer sem ocupação suficiente torna-se ladrador e inventa entretenimentos que raramente agradam ao dono. Em Portugal, o pelo duplo pede cuidado com o calor: nos meses quentes, os passeios passam para o início da manhã e o fim do dia, com água sempre à mão, e o asfalto deve ser testado com a mão antes de o cão o pisar. Como o instinto de caça continua lá, a corrida sem trela fica para espaços vedados até a chamada estar bem treinada.

Treino

Treino do Schnauzer

Aprende com facilidade e gosta genuinamente de treinar, desde que o exercício seja interessante. O clube norte-americano da raça, que lhe chama o cão com cérebro humano, resume o que ele precisa: direção coerente e firme, mas nunca dura, porque testa os limites sempre que lhe dão oportunidade. A dificuldade não é a capacidade, é a motivação: a repetição excessiva aborrece-o e leva-o a improvisar. Sessões curtas, variadas e recompensadas com petiscos ou jogo funcionam muito melhor do que treino formal prolongado; num Miniatura com tendência para gordura elevada no sangue, os petiscos devem ser magros e descontados da ração do dia. Precisa de regras claras desde cedo, aplicadas da mesma maneira por toda a família, porque explora qualquer inconsistência. As áreas a trabalhar com prioridade são o controlo do ladrar, a chamada e a socialização com outros cães, uma vez que alguns machos podem ser reativos com cães do mesmo sexo. No Miniatura há uma armadilha própria: por ser pequeno, é fácil desculpar-lhe o que não se toleraria num cão maior, e é assim que se instalam hábitos como ladrar a tudo ou saltar para as visitas. Métodos duros são desnecessários e prejudiciais nesta raça.

Dieta e Nutrição

Dieta e Nutrição do Schnauzer

Uma ração completa de boa qualidade, ajustada à idade, ao tamanho e ao nível de atividade, cobre bem as necessidades da raça; um Miniatura de 6 kg e um médio de 18 kg não comem da mesma forma, e a quantidade deve seguir o peso ideal do cão e não apenas a tabela da embalagem. A gordura é o ponto mais sensível. Cerca de um terço dos Schnauzers Miniatura desenvolve hiperlipidemia, isto é, valores elevados de gordura no sangue, que aumenta o risco de pancreatite e tende a agravar-se com a idade. Nestes cães, uma dieta com teor de gordura controlado e o fim dos restos de comida humana, sobretudo carnes gordas, enchidos e fritos, são medidas centrais, sempre com acompanhamento veterinário. A predisposição do Miniatura para cálculos urinários de oxalato de cálcio é outra razão para garantir que bebe bastante água e para não juntar suplementos de cálcio ou petiscos salgados sem indicação do veterinário. Duas refeições diárias, petiscos contados na ração e a vigilância do peso completam a gestão: num estudo de cuidados veterinários de primeira linha no Reino Unido, o excesso de peso foi o segundo problema mais diagnosticado nos Miniatura, logo a seguir à doença periodontal.

História

História do Schnauzer

O Schnauzer médio é o tronco de onde saíram as outras duas variedades e tem raízes no sul da Alemanha, onde cães de pelo duro deste tipo trabalhavam nas quintas pelo menos desde o século XV. O padrão da FCI conta que era usado sobretudo como cão de estábulo, por se sentir particularmente à vontade entre os cavalos, e que despachava os roedores com tal rapidez que ganhou o nome de Rattler, o caçador de ratos. Os comerciantes levavam-no também a guardar as carroças de mercadoria nas viagens de aldeia em aldeia. A criação organizada só começou no fim do século XIX: em 1879, na terceira exposição internacional de Hanôver, um Pinscher de pelo duro chamado Schnauzer ganhou o primeiro prémio, e o primeiro padrão alemão foi publicado em 1884. Quando o Pinscher-Schnauzer-Klub foi fundado, em 1895, a raça ainda era inscrita como Pinscher de pelo duro, e só em 1917 o nome Schnauzer, derivado de Schnauze, focinho, se tornou oficial. Na Primeira Guerra Mundial serviu a Cruz Vermelha e o exército alemão, como estafeta e como cão de guarda. O Miniatura surgiu na região de Frankfurt por volta da viragem do século, primeiro descrito como Pinscher anão de pelo duro, e o Royal Kennel Club situa o primeiro registo oficial em 1888; não foi fácil, diz o padrão, fixar um cão pequeno com o aspeto e o carácter do irmão maior. A FCI reconheceu ambos definitivamente a 13 de julho de 1955.

Problemas de saúde

Schnauzer têm algumas considerações de saúde:

Expectativa de vida: 12-16 anos

Hiperlipidemia e Pancreatite

Cerca de um terço dos Schnauzers Miniatura tem hiperlipidemia primária, um defeito no metabolismo das gorduras que eleva os triglicéridos, e por vezes o colesterol, no sangue. Surge sobretudo na meia-idade e agrava-se com os anos. O perigo é a pancreatite: o Miniatura é a raça com maior risco conhecido, com uma prevalência ao longo da vida estimada em cerca de 5%, e a doença pode deixar sequelas como diabetes ou insuficiência pancreática exócrina. Os sinais são falta de apetite, vómitos, diarreia, fraqueza e, por vezes, a posição de oração, com o peito no chão e os quartos traseiros levantados para aliviar a dor abdominal; qualquer destes quadros justifica ir ao veterinário no próprio dia. A hiperlipidemia deteta-se com uma análise ao sangue após 12 a 16 horas de jejum e controla-se com uma dieta pobre em gordura. Não há teste genético, e como aparece tarde, muitas vezes depois de o cão já ter sido usado na reprodução, a seleção consegue reduzi-la mas não eliminá-la.

Cálculos Urinários de Oxalato de Cálcio

O Schnauzer Miniatura é uma das raças mais predispostas a cálculos de oxalato de cálcio: na América do Norte, tinha 14 vezes mais probabilidade de os ter do que os cães sem raça definida. Cerca de 70% dos casos são machos, e a maioria surge entre os 6 e os 11 anos. Os sinais são dor ao urinar, sangue na urina e tentativas repetidas de urinar com pouco resultado. Um cão que faz força e não consegue urinar é uma urgência: a obstrução completa pode matar em 24 a 48 horas. Os cálculos pequenos podem sair por lavagem com cateter e os maiores exigem cirurgia, mas metade a 60% dos cães voltam a formá-los em três anos, o que torna a prevenção decisiva: água sempre disponível, a dieta indicada pelo veterinário, menos cálcio e sódio, e vigilância regular nos cães que já tiveram um episódio. A base genética ainda não é conhecida, pelo que não existe teste para os reprodutores.

Cardiomiopatia Dilatada

Doença do músculo cardíaco, que dilata e perde força de contração. No Schnauzer médio, e também no Gigante, está associada a uma variante recessiva do gene RBM20. Num estudo com mais de 1800 Schnauzers médios genotipados nos Estados Unidos, cerca de 21% tinham a variante, quase todos com uma só cópia, e 1,5% tinham duas; destes, praticamente todos desenvolveram a doença, com uma esperança de vida mediana de apenas três anos, contra cerca de 15 anos nos cães com uma ou nenhuma cópia. Os sinais, quando aparecem, são cansaço, intolerância ao exercício, tosse, respiração acelerada ou desmaios. Existe teste de ADN, que o Royal Kennel Club inclui nas recomendações para os reprodutores. Um portador cruzado com um cão livre da variante não produz cachorros afetados, e é por isso que se deve pedir ao criador o resultado dos dois progenitores.

Estenose Pulmonar

Malformação cardíaca congénita em que a válvula pulmonar, à saída do ventrículo direito, é estreita ou tem os folhetos fundidos, obrigando o coração a fazer mais força. O Schnauzer Miniatura está entre as raças com risco aumentado. Os casos ligeiros podem não dar sintomas e revelar-se apenas por um sopro detetado na consulta do cachorro; os moderados a graves podem causar intolerância ao exercício, desmaios com o esforço, arritmias e insuficiência cardíaca direita. O diagnóstico faz-se por ecocardiografia, e nos casos moderados a graves a valvuloplastia por balão, feita por cateter, é o tratamento a considerar. O clube norte-americano do Miniatura recomenda uma avaliação cardíaca por cardiologista aos reprodutores, e um sopro no cachorro deve ser sempre investigado.

Doenças Oculares Hereditárias

O Miniatura tem duas doenças oculares hereditárias bem descritas. A catarata congénita, associada a olhos mais pequenos do que o normal, está presente desde o nascimento, afeta os dois olhos e transmite-se por um gene recessivo. A atrofia progressiva da retina do tipo B, causada por uma mutação no gene HIVEP3, degenera os fotorrecetores e começa por cegueira noturna antes de avançar para perda de visão. Para esta existe teste de ADN; para a catarata, a ferramenta é o exame ocular por um oftalmologista veterinário, que os clubes da raça recomendam fazer todos os anos aos reprodutores, tanto no Miniatura como no médio. Um dono que note o cão a hesitar no escuro, a embater em objetos ou uma opacidade no olho deve marcar consulta.

Displasia da Anca

Malformação da articulação coxofemoral que provoca dor e artrose com a idade. No Schnauzer médio, o clube norte-americano da raça e o Royal Kennel Club recomendam avaliar radiograficamente as ancas de todos os reprodutores, e o resultado dos pais é uma das primeiras coisas a pedir ao criador. Os sinais incluem dificuldade em levantar-se, relutância em subir escadas ou saltar e um andar balanceado dos posteriores. O controlo do peso ao longo da vida e o exercício regular, que mantém a musculatura, são as medidas ao alcance do dono; os casos graves podem exigir cirurgia.

Síndrome dos Comedões

Defeito hereditário dos folículos pilosos, descrito apenas no Schnauzer Miniatura, que forma pequenos pontos negros e crostas ao longo da linha do dorso, do pescoço à cauda. Costuma ser notado pela primeira vez durante a tosquia, em adultos jovens. Por si só não incomoda o cão: só provoca comichão ou desconforto quando os folículos rebentam ou infetam. Não tem cura, mas controla-se bem com champôs antisseborreicos e com o tratamento das infeções quando aparecem. O diagnóstico deve ser confirmado pelo veterinário, porque outras doenças de pele podem ter aspeto semelhante.

Doença Periodontal

Num estudo de cuidados veterinários de primeira linha no Reino Unido, a doença periodontal foi o problema mais diagnosticado nos Schnauzers Miniatura, em 17,4% dos cães. É a acumulação de placa e tártaro que inflama as gengivas e acaba por destruir os tecidos que seguram os dentes, com mau hálito, dor e perda de peças. A prevenção faz-se em casa, escovando os dentes todos os dias, ou pelo menos várias vezes por semana, com pasta própria para cães, e habituando o cachorro desde cedo. O veterinário deve avaliar a boca em cada consulta, e com a idade pode ser necessária uma destartarização sob anestesia.

Especificações da Raça

Características e Temperamento

Afetuoso com a família

5

Nível de guarda

5

Brincalhão

5

Adaptabilidade

4

Necessidades sociais

4

Temperamento

Vivo, corajoso, brincalhão, teimoso

Inteligência

5

Bom com outros cães

3

Bom com gatos ou outros animais

3

Amigável com estranhos

3

Bom como cão de serviço

3

Bom para apartamentos

4

Nível de latido

4

Aparência

Altura

30-50 cm (Miniatura 30-35 cm, médio 45-50 cm)

Tamanho

Pequeno a médio

Cores

Sal e pimenta, Preto, Preto e prata (Miniatura), Branco (Miniatura)

Textura do pelo

Duro e áspero, com subpelo denso

Comprimento do pelo

Médio

Treino

Facilidade de treino

4

Exercício

Necessidades de exercício

4

Tempo de exercício

Cerca de 1 hora por dia

Necessidades de exercício mental

4

Atividades favoritas

Caminhadas longas, trabalho de faro, agility, jogos de bola

Higiene

Necessidades de higiene

4

Frequência de escovagem

2-3 vezes por semana

Precisa de higiene profissional?

Sim - stripping 2 a 3 vezes por ano

Nível de baba

1

Problemas de Saúde

Hiperlipidemia e Pancreatite

Cálculos Urinários de Oxalato de Cálcio

Cardiomiopatia Dilatada

Estenose Pulmonar

Doenças Oculares Hereditárias

Displasia da Anca

Síndrome dos Comedões

Doença Periodontal

Outros

Criado para

Caça a roedores, guarda e acompanhamento de carroças

País de origem

Alemanha

Nível de popularidade

3