Cavalier King Charles Spaniel

Feito para estar ao colo de alguém — e genuinamente infeliz quando não está.
Doce com toda a gente, adapta-se a quase tudo; exige criadores que testem coração e coluna.
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Energia Média
Nível de energia
Manutenção Média
Higiene
Pequeno
Tamanho
Afetuoso, dócil, sociável, dependente
Temperamento
9-12 anos
Esperança de vida
Treinabilidade Fácil
Treino
Vocalidade Baixa
Latido
Porque as pessoas adoram Cavalier King Charles Spaniel
Porque as pessoas adoram o Cavalier King Charles Spaniel
Aparência
Aparência do Cavalier King Charles Spaniel
Higiene e Tratamento
Cuidados e Grooming do Cavalier King Charles Spaniel
Temperamento e Características
Temperamento do Cavalier King Charles Spaniel
Exercício
Necessidades de Exercício do Cavalier King Charles Spaniel
Treino
Treino do Cavalier King Charles Spaniel
Dieta e Nutrição
Dieta e Nutrição do Cavalier King Charles Spaniel
História
História do Cavalier King Charles Spaniel
Problemas de saúde
Cavalier King Charles Spaniel têm algumas considerações de saúde:
Expectativa de vida: 9-12 anos
Doença Degenerativa da Válvula Mitral
É o problema mais grave e mais comum da raça: estima-se que mais de metade dos Cavaliers tenha sopro cardíaco aos cinco anos e cerca de 90% aos dez, e a insuficiência cardíaca é a principal causa de morte. A válvula mitral degenera e deixa de fechar bem, o sangue reflui para a aurícula e o coração dilata; o sopro aparece muito antes dos sintomas, que começam por tosse, cansaço fácil e respiração acelerada em repouso. Não tem cura, mas a medicação iniciada na fase certa atrasa o início da insuficiência cardíaca. O rastreio combina auscultação por cardiologista e ecocardiografia: o esquema cardíaco do Kennel Club britânico avalia os reprodutores a partir dos 18 meses, com reavaliações aos 2, 4 e 6 anos, e classifica-os por um sistema de semáforo que desaconselha a reprodução dos cães de maior risco. O protocolo internacional da raça acrescenta a regra prática que mais peso teve: não reproduzir antes dos quatro a cinco anos nem com cães que tenham desenvolvido sopro antes dessa idade. Onde foi aplicado de forma obrigatória, este esquema reduziu significativamente a prevalência da doença ao fim de oito a dez anos. Peça sempre os resultados cardíacos dos dois progenitores, com data.
Siringomielia e Malformação tipo Chiari
O crânio, demasiado pequeno para o cérebro, obstrui a circulação do líquido cefalorraquidiano e leva à formação de cavidades cheias de líquido na medula espinhal. A malformação em si é muito frequente na raça; as cavidades, essas, surgem numa parte dos cães e são o que provoca sintomas. Manifesta-se por dor no pescoço, relutância em baixar a cabeça ou em subir escadas, sensibilidade ao toque na zona da cabeça e do pescoço, e pelo gesto característico de coçar o ar junto ao ombro, muitas vezes durante o passeio ou quando se aperta a coleira. É uma doença de aparecimento tardio e progressivo: há casos ligeiros que se controlam com analgesia e fármacos que reduzem a produção de líquido cefalorraquidiano, e casos graves em que se pondera cirurgia. O rastreio faz-se por ressonância magnética, classificada pelo esquema da BVA e do Kennel Club, que atribui graus separados à malformação e à siringomielia. A idade mínima de rastreio é 12 meses, mas como a lesão evolui recomenda-se repetir aos 2-3 anos e aos 6. Um cão com siringomielia extensa detetada ainda jovem é o pior caso reprodutivo e não deve ser criado. Um tutor a ver estes sinais deve procurar avaliação neurológica, não assumir que é um tique.
Luxação da Rótula
Deslocamento da rótula para fora da sua calha, frequente nas raças pequenas. O sinal típico é o cão levantar de repente uma pata traseira durante alguns passos, muitas vezes com um pequeno salto, e voltar a apoiá-la como se nada fosse. Gradua-se de 1 a 4 conforme a facilidade com que a rótula sai e volta ao lugar. Os graus mais baixos controlam-se com peso adequado, massa muscular e fisioterapia, evitando saltos repetidos para sofás e camas; os graus 3 e 4 requerem em regra correção cirúrgica, tanto mais precoce quanto maior o risco de artrose a longo prazo. Os reprodutores devem ser avaliados por palpação veterinária antes da criação.
Otites e Problemas Auriculares
As orelhas longas, pendentes e muito franjadas limitam o arejamento e retêm humidade, favorecendo infeções recorrentes do canal auditivo. Suspeite quando o cão abana a cabeça, coça a orelha, há odor forte ou corrimento escuro. A limpeza e a verificação semanais, sobretudo depois de banhos e de passeios à chuva, são a melhor prevenção, mas otites repetidas apesar da higiene apontam com frequência para uma alergia de base que vale a pena investigar em vez de tratar sempre o mesmo episódio.
Doenças Oculares
A raça é propensa a cataratas, distrofia da córnea, olho seco e úlceras da córnea, favorecidas por olhos grandes e pouco protegidos. O olho seco reduz a produção de lágrima e deixa a córnea exposta, exigindo tratamento contínuo; as úlceras são uma urgência e manifestam-se por dor, fecho do olho e lacrimejo súbito. O exame oftalmológico regular dos reprodutores e a vigilância de qualquer alteração de aspeto ou de comportamento perante a luz são recomendados.
Síndrome de Queda Episódica e Olho Seco com Pelo Encaracolado
Duas doenças hereditárias raras mas específicas desta raça, agrupadas aqui porque têm em comum a única coisa que interessa a quem escolhe um criador: existe teste de ADN definitivo para ambas, aprovado pelo Kennel Club britânico, e nenhum cachorro precisa de nascer afetado. A síndrome de queda episódica provoca crises de rigidez muscular e colapso desencadeadas por exercício, excitação ou stress, sem perda de consciência, e é frequentemente confundida com epilepsia. A síndrome de olho seco com pelo encaracolado é congénita e grave: o cachorro nasce de pelo áspero, desenvolve secura ocular nas primeiras semanas e apresenta alterações das almofadinhas e das unhas. Ambas são recessivas, pelo que dois portadores saudáveis podem gerar afetados — estima-se que cerca de 19% dos Cavaliers britânicos sejam portadores da queda episódica e cerca de 11% do olho seco com pelo encaracolado. Um criador que testa apresenta os resultados dos progenitores sem hesitar.
Especificações da Raça
Características e Temperamento
Afetuoso com a família
5
Nível de guarda
2
Brincalhão
4
Adaptabilidade
5
Necessidades sociais
5
Temperamento
Afetuoso, dócil, sociável, dependente
Inteligência
4
Bom com outros cães
5
Bom com gatos ou outros animais
4
Amigável com estranhos
5
Bom como cão de serviço
4
Bom para apartamentos
5
Nível de latido
2
Aparência
Altura
30-33 cm
Tamanho
Pequeno
Cores
Blenheim, Tricolor, Preto e castanho, Ruby
Textura do pelo
Sedoso, liso ou ligeiramente ondulado, com franjas
Comprimento do pelo
Médio
Treino
Facilidade de treino
4
Exercício
Necessidades de exercício
3
Tempo de exercício
45 a 60 minutos por dia
Necessidades de exercício mental
3
Atividades favoritas
Passeios tranquilos, jogos de busca, trabalho de terapia assistida
Higiene
Necessidades de higiene
3
Frequência de escovagem
2-3 vezes por semana
Precisa de higiene profissional?
Não - não requer tosquia
Nível de baba
2
Problemas de Saúde
Doença Degenerativa da Válvula Mitral
Siringomielia e Malformação tipo Chiari
Luxação da Rótula
Otites e Problemas Auriculares
Doenças Oculares
Síndrome de Queda Episódica e Olho Seco com Pelo Encaracolado
Outros
Criado para
Companhia
País de origem
Reino Unido
Nível de popularidade
4