Boxer

O Boxer é um palhaço corajoso e protetor.
Aquela cara de rabugento pode fazer o Boxer parecer sempre sério, mas os Boxers são dos maiores palhaços do mundo canino.
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Energia Alta
Nível de energia
Manutenção Muito Baixa
Higiene
Grande
Tamanho
Brincalhão, afetuoso, protetor, obediente
Temperamento
10-12 anos
Esperança de vida
Treinabilidade Fácil
Treino
Vocalidade Média
Latido
Porque as pessoas adoram Boxer
Porque as pessoas adoram Boxers
Aparência
Aparência do Boxer
Higiene e Tratamento
Cuidados e Grooming
Temperamento e Características
Temperamento do Boxer
Exercício
Necessidades de Exercício
Treino
Treino do Boxer
Dieta e Nutrição
Dieta e Nutrição
História
História da Raça
Problemas de saúde
Boxer têm algumas considerações de saúde:
Expectativa de vida: 10-12 anos
Cardiomiopatia Arritmogénica do Ventrículo Direito (ARVC)
Conhecida como cardiomiopatia do Boxer, é uma doença hereditária em que tecido gordo e fibroso substitui o músculo cardíaco normal e perturba o sistema elétrico do coração. Costuma surgir no cão adulto, por volta dos 6 anos, embora possa aparecer mais cedo ou mais tarde. Manifesta-se por batimentos prematuros, desmaios e, nalguns casos, morte súbita sem aviso; mais raramente evolui para insuficiência cardíaca, com tosse e falta de ar. O diagnóstico faz-se com um Holter, um registo do ritmo cardíaco durante 24 horas, que deteta a arritmia antes de haver sintomas — e é aí que está o seu valor, porque a medicação antiarrítmica pode começar a tempo. O American Boxer Club recomenda um Holter anual a partir dos 12 meses em todos os reprodutores. Há também testes genéticos a duas variantes associadas à doença, mas a penetrância é incompleta: um cão positivo pode nunca adoecer, e um negativo não fica isento. Pergunte ao criador pelos Holter dos pais e não apenas pelo teste de ADN.
Estenose Aórtica e Subaórtica (AS/SAS)
Um estreitamento congénito à saída do ventrículo esquerdo, que obriga o coração a trabalhar contra uma resistência. Deteta-se por um sopro, que o veterinário ouve com o estetoscópio, e confirma-se com um ecocardiograma. É o foco dos programas de rastreio cardíaco da raça: no Reino Unido os Boxers são auscultados a partir de 1 ano e fazem ecocardiograma com Doppler se o sopro for de grau 2/6 ou mais, e o American Boxer Club recomenda um ecocardiograma a partir dos 24 meses, porque a doença pode surgir na maturidade sexual em cães antes considerados livres. Os criadores britânicos praticamente deixaram de usar cães com sopros de grau 3 ou superior. Um cachorro com sopro deve ser reavaliado por um cardiologista.
Cancro
É a principal causa de morte na raça: num estudo com Boxers do Reino Unido, respondeu por 38,5% das mortes. O Boxer é particularmente predisposto a mastocitomas, tumores de pele que muitas vezes surgem múltiplos; a boa notícia é que nesta raça tendem a ser de grau baixo, com melhor prognóstico, se forem tratados cedo. O problema é que um mastocitoma pode parecer uma picada de inseto, uma verruga ou uma alergia, e não se distingue pelo aspeto. Por isso, todo o nódulo novo deve ser visto pelo veterinário e puncionado com uma agulha fina (citologia) antes de se decidir retirá-lo; se for mastocitoma, a biopsia da peça define o grau e as margens. Palpar o cão com regularidade, por exemplo durante a escovagem, é a medida mais útil ao alcance do dono. Não há rastreio de reprodutores para o cancro.
Displasia da Anca
Uma malformação hereditária da articulação da anca, em que a cabeça do fémur não encaixa bem na cavidade da bacia; com o tempo, o desgaste leva a artrose, dor e claudicação. Os sinais podem aparecer no cão jovem — dificuldade em levantar-se, relutância em subir escadas ou saltar — ou só na idade adulta. Não depende só dos genes: um crescimento demasiado rápido e o excesso de peso agravam-na, e o dono controla ambos. O tratamento vai do controlo de peso, fisioterapia e anti-inflamatórios à cirurgia nos casos graves. O rastreio radiográfico dos reprodutores é obrigatório no programa de saúde do American Boxer Club e faz parte dos esquemas do Royal Kennel Club, que também incluem os cotovelos; peça ao criador os resultados oficiais da anca dos pais.
Mielopatia Degenerativa
Uma doença progressiva da medula espinal, indolor, que começa nos membros posteriores. Surge normalmente depois dos 7 anos: o cão passa a arrastar as patas traseiras, gasta as unhas no chão e cambaleia, o que se confunde facilmente com artrose. A fraqueza avança para paralisia dos posteriores ao longo de meses a alguns anos. Não tem cura, mas manter o cão ativo, a natação e a fisioterapia ajudam a prolongar a mobilidade. Existe um teste genético à mutação SOD1: nos Boxers testados pela Embark, cerca de 19% tinham duas cópias (em risco) e 46% eram portadores. Um cão com duas cópias está em risco mas pode nunca adoecer; um portador não desenvolve a doença, mas pode transmiti-la. O American Boxer Club recomenda o teste, e um criador responsável usa-o para evitar cruzar dois portadores.
Hipotiroidismo
A tiroide passa a produzir hormona a menos, na maioria dos casos por uma tiroidite autoimune. Surge sobretudo na meia-idade, por volta dos 6–7 anos, e os sinais instalam-se devagar: letargia, aumento de peso sem mais apetite, pelo seco e baço com queda excessiva, zonas sem pelo, sensibilidade ao frio e infeções de pele. Diagnostica-se com análises ao sangue e trata-se com um comprimido diário de hormona sintética para o resto da vida, com análises de controlo; bem medicado, o cão faz vida normal. O American Boxer Club inclui a avaliação da tiroide no programa obrigatório de saúde e recomenda repeti-la anualmente nos reprodutores.
Úlcera da Córnea do Boxer (SCCED)
Uma úlcera superficial da córnea que não cicatriza, descrita primeiro no Boxer e ainda hoje conhecida como «úlcera do Boxer». Aparece sobretudo em cães de meia-idade ou mais velhos, muitas vezes sem causa aparente: o olho lacrimeja, fica semicerrado e dorido. O novo tecido não adere à córnea por baixo, e por isso a úlcera arrasta-se durante semanas. Os colírios, sozinhos, raramente resolvem; o tratamento passa por o veterinário remover o epitélio solto e tratar a superfície da córnea por baixo. Um olho semicerrado ou a lacrimejar durante mais de um dia justifica consulta — quanto mais cedo, mais curto o processo.
Surdez nos Boxers Brancos
Os Boxers brancos, que estão fora do padrão mas nascem com frequência, têm uma incidência elevada de surdez congénita, num ou nos dois ouvidos: as estimativas rondam os 18%. A surdez de um só ouvido passa facilmente despercebida em casa. O teste BAER, que mede a resposta do cérebro ao som, avalia cada ouvido em separado e deve ser feito antes de o cachorro ir para casa. Um cão surdo pode ter uma vida plena, mas precisa de um treino adaptado, com sinais visuais.
Especificações da Raça
Características e Temperamento
Afetuoso com a família
5
Nível de guarda
4
Brincalhão
5
Adaptabilidade
3
Necessidades sociais
4
Temperamento
Brincalhão, afetuoso, protetor, obediente
Inteligência
5
Bom com outros cães
3
Bom com gatos ou outros animais
3
Amigável com estranhos
3
Bom como cão de serviço
4
Bom para apartamentos
2
Nível de latido
3
Aparência
Altura
Machos: 57-63 cm, Fêmeas: 53-59 cm
Tamanho
Grande
Cores
Fulvo, Tigrado, Branco (não-standard)
Textura do pelo
Liso
Comprimento do pelo
Curto
Treino
Facilidade de treino
4
Exercício
Necessidades de exercício
4
Tempo de exercício
Mais de 2 horas por dia
Necessidades de exercício mental
3
Atividades favoritas
Caminhadas, puxar, agilidade, obediência
Higiene
Necessidades de higiene
1
Frequência de escovagem
Semanal
Precisa de higiene profissional?
Não
Nível de baba
3
Problemas de Saúde
Cardiomiopatia Arritmogénica do Ventrículo Direito (ARVC)
Estenose Aórtica e Subaórtica (AS/SAS)
Cancro
Displasia da Anca
Mielopatia Degenerativa
Hipotiroidismo
Úlcera da Córnea do Boxer (SCCED)
Surdez nos Boxers Brancos
Outros
Criado para
Guarda, companhia e trabalho; na origem, caça grossa; cão militar
País de origem
Alemanha
Nível de popularidade
5
