Conhece a raça

Bichon Maltês

Raça Bichon Maltês

Vive nos portos do Mediterrâneo há dois mil anos e continua a querer colo.

Cão de companhia branco, de pelo comprido e sedoso, calmo dentro de casa e muito dependente da família.

Ver crias disponíveis

Encontre criadores de confiança para o cão dos seus sonhos

Energia Baixa

Nível de energia

2/5

Manutenção Muito Alta

Higiene

5/5

Pequeno

Tamanho

Vivo, afetuoso, calmo, inteligente

Temperamento

12-14 anos

Esperança de vida

Treinabilidade Fácil

Treino

4/5

Vocalidade Alta

Latido

4/5

Porque as pessoas adoram Bichon Maltês

Porque as pessoas adoram os Bichons Malteses

É um cão de companhia no sentido literal: quer estar onde a família está, aceita colo durante horas e ajusta-se ao ritmo de casa sem exigir grandes espaços. O tamanho torna-o viável em apartamento, em viagem e em casa de pessoas mais velhas, e a ausência de subpelo faz com que perca muito pouco pelo pela casa, o que atrai quem tem alergias ligeiras. É alegre e brincalhão sem ser um cão de energia desmedida, e mantém uma expressão viva até tarde na vida. O manto branco e liso é o cartão de visita da raça e transforma-se num cão de exposição com pouco esforço — mas quem não quer esse trabalho corta-o curto e fica com o mesmo temperamento.

Aparência

Aparência do Bichon Maltês

Cão de porte muito pequeno e corpo mais comprido do que alto: o comprimento do tronco excede a altura ao garrote em cerca de um terço. Os machos medem 21 a 25 cm ao garrote e as fêmeas 20 a 23 cm, com 3 a 4 kg de peso. A cabeça é relativamente larga, com stop marcado a 90 graus, trufa volumosa e absolutamente preta, e olhos grandes, arredondados e de cor ocre escura, com bordos palpebrais pretos. As orelhas são quase triangulares, inseridas altas e caídas junto à cabeça. A cauda, grossa na base e fina na ponta, forma uma curva única sobre a garupa. O pelo é a marca da raça: denso, brilhante, liso ao longo de todo o comprimento, sem ondas nem caracóis, mais comprido no tronco do que a altura do cão e caindo como um manto até ao chão. Não há subpelo. A cor é branco puro, tolerando-se um tom marfim pálido.

Higiene e Tratamento

Cuidados e Grooming do Bichon Maltês

É das raças mais exigentes que há em manutenção de pelo. Sem subpelo, o manto não cai, mas emaranha-se com facilidade e obriga a escovagem e pente diários, feitos até à raiz — escovar só a superfície deixa nós junto à pele que depois só saem à máquina. Muitos donos optam pelo corte curto de manutenção, feito por profissional a cada seis a oito semanas, que reduz o trabalho a poucos minutos por dia sem alterar nada no cão. O pelo à volta dos olhos deve ser mantido curto e limpo, porque as marcas de lágrima são frequentes e o pelo húmido irrita a pele. A zona perianal precisa de verificação diária. Os dentes escovam-se todos os dias — não é um extra nesta raça.

Temperamento e Características

Temperamento do Bichon Maltês

O padrão resume-o em quatro palavras: vivo, afetuoso, muito calmo e muito inteligente. Dentro de casa é um cão sossegado, que passa grande parte do dia junto das pessoas e reage a tudo o que se passa à porta com um ladrar agudo — é bom alarme e mau guarda, porque não tem qualquer capacidade dissuasora. Esse ladrar de aviso é o comportamento mais reportado por quem vive com a raça e responde bem a treino desde cedo. Convive bem com outros cães e com gatos, sobretudo se habituado cedo, mas o tamanho pede supervisão junto de cães grandes e brincalhões. Com crianças é afetuoso, embora seja frágil de mais para brincadeiras bruscas de crianças pequenas. O ponto sensível é a dependência: habitua-se a ter companhia permanente e sofre com ausências longas, com ansiedade de separação a aparecer com frequência em cães que nunca aprenderam a ficar sós. Ensinar isso desde cachorro é tão importante como qualquer outro treino. É também um cão que lê bem o estado de espírito das pessoas e tende a acompanhar quem está mais parado em casa, o que explica a sua reputação junto de donos mais velhos. Não é medroso por natureza, mas a combinação de tamanho pequeno com pouca socialização produz cães desconfiados, que ladram a tudo o que se mexe na rua — um problema de educação, não de raça.

Exercício

Necessidades de Exercício do Bichon Maltês

Precisa de pouco, mas precisa. Trinta a quarenta e cinco minutos por dia, divididos em dois ou três passeios curtos, chegam para manter o peso e a cabeça em ordem, e o resto resolve-se com brincadeira dentro de casa. Não é um cão para corridas longas nem para caminhadas de montanha, e o tamanho faz com que um passeio normal de bairro já seja distância considerável. O passeio à trela deve ser dado com peitoral e nunca com coleira: a raça tem predisposição para colapso da traqueia e a pressão no pescoço agrava o problema. O calor é um risco real no verão português, sobretudo em cães de pelo comprido, e o frio também, porque não tem subpelo — no inverno, um casaco em passeios longos não é exagero. Falta de exercício traduz-se em excesso de peso, que por sua vez agrava os joelhos e a traqueia, os dois pontos frágeis da raça. Vale a pena contar o estímulo mental como parte do exercício: jogos de procura de comida, tapetes de fungar e sessões curtas de truques cansam-no tanto como andar, e são a melhor solução nos dias de chuva. Saltos repetidos de sofás e camas altos devem ser evitados, porque a articulação do joelho é frágil nesta raça e as quedas de altura são uma causa comum de lesão em cães miniatura.

Treino

Treino do Bichon Maltês

É inteligente e sensível ao dono, o que torna o treino em reforço positivo rápido e agradável — aprende truques com facilidade e há Malteses a competir em obediência e agilidade. Os dois problemas típicos não são de inteligência mas de gestão: o ladrar excessivo e a dificuldade em ficar sozinho. Ambos se resolvem melhor no primeiro ano, com ausências curtas e progressivas e com um trabalho consistente sobre o que merece ou não ser anunciado. O outro ponto é a higiene: cães muito pequenos demoram mais a fazer as necessidades no sítio certo e beneficiam de uma rotina rígida e de muita paciência. Métodos duros não funcionam nesta raça, que se retrai com facilidade. A socialização precoce com cães maiores evita que se torne reativo por insegurança. Sessões curtas, de cinco a dez minutos, várias vezes ao dia, rendem mais do que treinos longos, e o hábito de aceitar escovagem, corte de unhas e manipulação da boca deve ser treinado como qualquer outro exercício, já que vai fazer parte da vida do cão todas as semanas.

Dieta e Nutrição

Dieta e Nutrição do Bichon Maltês

Come pouco, e é precisamente isso que exige atenção: alguns gramas a mais por dia representam uma percentagem enorme do peso de um cão de três quilos, e o excesso de peso agrava joelhos e traqueia. Convém pesar a ração em vez de a medir a olho e contar as guloseimas usadas no treino. A ração deve ser específica para raças pequenas, com croquete de tamanho adequado a uma boca miniatura. Nos cachorros de porte muito pequeno há risco de hipoglicemia, e a recomendação veterinária é dar refeições frequentes e pequenas nos primeiros meses. Alimento seco ajuda pouco a controlar o tártaro nesta raça, pelo que a escovagem dos dentes continua a ser indispensável. Cães com marcas de lágrima acentuadas beneficiam de água filtrada e de limpeza diária da zona, embora a causa seja anatómica e não alimentar.

História

História do Bichon Maltês

Ao contrário do que o nome sugere, a raça não vem da ilha de Malta. O adjetivo «maltês» tem origem na palavra semítica «màlat», que significa refúgio ou porto, e aparece em vários topónimos marítimos do Mediterrâneo. Os antepassados destes cães viviam nos portos e nas cidades marítimas do Mediterrâneo central, onde caçavam os ratos que abundavam nos armazéns e nos porões dos navios. Numa lista de cães do tempo de Aristóteles, no século IV a.C., é referida uma raça de cães pequenos designada por «canes melitenses», e o cão era já conhecido na Roma antiga como companheiro predileto das matronas. Os retratos de pintores do Renascimento mostram-no repetidamente ao lado das senhoras dos salões da época, o que faz dele um dos cães de companhia com iconografia mais antiga da Europa. A FCI reconheceu-o em definitivo em 13 de abril de 1955 e classifica-o no Grupo 9, secção dos bichons e raças aparentadas, com patrocínio italiano — a versão atual do padrão n.º 65 data de novembro de 2015. Em Portugal é hoje uma das raças de companhia mais procuradas, encontrando-se sobretudo em meio urbano, onde o tamanho e a ausência de queda de pelo pesam na escolha. O padrão continua a descrever um cão de manto até ao chão, mas a maioria dos exemplares vive com o pelo cortado curto, uma diferença de apresentação que não altera nada na estrutura nem no carácter do cão.

Problemas de saúde

Bichon Maltês têm algumas considerações de saúde:

Expectativa de vida: 12-14 anos

Luxação da Rótula

A rótula sai da posição e volta a entrar, fazendo o cão coxear ou levantar a pata momentaneamente. É hereditária e comum em raças miniatura; os casos graves corrigem-se cirurgicamente, e o excesso de peso agrava sempre o quadro.

Shunt Portossistémico

Malformação vascular congénita que desvia o sangue do fígado e impede a filtragem de toxinas. Dá atraso de crescimento, desorientação e convulsões. Deteta-se por análises e trata-se com dieta e medicação ou, em alguns casos, com cirurgia. Os cachorros devem ser rastreados.

Doença Periodontal

Boca pequena e dentes apinhados fazem do tártaro e da perda de dentes um dos problemas mais frequentes da raça. Escovagem diária desde cachorro previne grande parte dos casos.

Colapso da Traqueia

Os anéis de cartilagem da traqueia enfraquecem e achatam-se, provocando uma tosse seca característica. Controla-se com peso adequado, peitoral em vez de coleira e evitando situações de grande excitação.

Síndrome do Cão Branco Tremedor

Tremores generalizados que costumam surgir entre um e dois anos de idade, piorando com a excitação e o exercício e desaparecendo em repouso. Afeta sobretudo cães brancos de porte pequeno e responde a tratamento veterinário.

Especificações da Raça

Características e Temperamento

Afetuoso com a família

5

Nível de guarda

3

Brincalhão

4

Adaptabilidade

4

Necessidades sociais

5

Temperamento

Vivo, afetuoso, calmo, inteligente

Inteligência

4

Bom com outros cães

4

Bom com gatos ou outros animais

4

Amigável com estranhos

4

Bom como cão de serviço

2

Bom para apartamentos

5

Nível de latido

4

Aparência

Altura

21-25 cm (machos), 20-23 cm (fêmeas)

Tamanho

Pequeno

Cores

Branco, Marfim pálido

Textura do pelo

Liso e sedoso, sem subpelo

Comprimento do pelo

Longo

Treino

Facilidade de treino

4

Exercício

Necessidades de exercício

2

Tempo de exercício

30-45 minutos

Necessidades de exercício mental

3

Atividades favoritas

Passeios curtos, jogos em casa, truques e obediência

Higiene

Necessidades de higiene

5

Frequência de escovagem

Diária

Precisa de higiene profissional?

Sim, a cada 6-8 semanas

Nível de baba

1

Problemas de Saúde

Luxação da Rótula

Shunt Portossistémico

Doença Periodontal

Colapso da Traqueia

Síndrome do Cão Branco Tremedor

Outros

Criado para

Companhia

País de origem

Bacia do Mediterrâneo central (patrocínio de Itália)

Nível de popularidade

4